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6 de novembro de 2010

The Rocky Horror Picture Show (1975)

Um filme de Jim Sharman com Susan Sarandon e Tim Curry.

Se você topa filmes trash, esse é obrigatório para você. Um filme B musicado com comédia, sátiras ao terror e uma pornografia não tão explícita, isso é divertidíssimo se juntasse em um único filme, e é o que ocorreu em Rocky Horror. Um clássico dos vários filmes trash que são cultuados atualmente cujo ponto alto é o sarcasmo em se tratando de outros filmes do gênero. Os desmaios constantes de Janet Weiss, o castelo imenso e assustador, um carro que se quebra no meio do nada, a chegada dos visitantes no dia mais decisivo e o filme quebra todo o clichê utilizado com seus personagens estereotipados ao extremo e com um travesti no lugar do cientista louco, além das músicas com alto teor sexual.
Brad Majors (Barry Bostwick) acaba de se tornar noivo de Janet Weiss (Susan Sarandon) e a única coisa que eles têm de fazer para confirmar o noivado é contar a novidade para o doutor que os apresentou. Porém, no caminho, o carro deles quebra e eles não veem outra alternativa senão entrar num castelo imenso e pedir para usar o telefone. Mas eles não sabem que aquele é o castelo do doutor Frank-N-Further (Tim Curry), um travesti cientista que veio do planeta Transsexual e que está comemorando sua mais nova invenção: Rocky (Peter Hinwood), uma criatura musculosa criada apenas para dar prazer ao alienígena.
Como falado anteriormente, o sarcasmo é o melhor do filme. De pornô, o filme te deixa com tesão no máximo. De terror, apenas a maquiagem, que é facilmente driblada após as atuações. De musical, pouco, pois vamos admitir que Tim Curry e Susan Sarandon não são as pessoas mais afinadas do mundo. O que ganha no filme é a comédia por acabar com todos esses gêneros através de um roteiro que explora o máximo dos estereotipos. As atuações do filme são boas. Tim Curry está fantástico, ele entrou mesmo no personagem. Acho que conseguiu andar melhor de salto-alto do que minha mãe. Susan Sarandon é outro show no começo de carreira. O resto fica por conta do roteiro altamente irônico e divertido, criado por Richard O' Brien, recheado com bizarrices que, realmente, só poderiam ter vindo de outro planeta.
Fala sério mesmo? ETs transsexuais, criadas de cabelo rosa com voz de Cindy Lauper, uma sátira a filmes de terror, musicais e policiais (a cena onde o investigador ensina você a dançar o Time Warp só pode ser definida assim), perseguições com lasers, danças de cabaret numa piscina e canções com alto apelo erótico. Rocky Horror é um filme divertidíssimo de tão mal feito que te faz perguntar como ele consegue dar certo, desde seu começo com uma música metalinguística do filme cantada por lábios bastante maquiados. Entre cenas de um banquete sobre o corpo de um motociclista morto e de Susan Sarandon cantando "toque, toque, toque, toque-me, pois eu quero ser suja" sem ritmo qualquer, achamos aí a graça nesse clássico do... terror? Comédia? Musical? De um cinema altamente satírico.
NOTA: 8

3 comentários:

alan raspante. disse...

A-D-O-R-O filmes trash, vc nem tem ideia!
Pena que vi poucos, este já tem um tempo que estou baixando [tentando, afinal tenho uma merda de internet]!

não sabia que susan sarandon estava no filme, fiquei mais curioso ainda!

abs.

Anônimo disse...

Rocky Horror pode ser totalmente nonsense, mas mal feito é f...!

NANA/Carol Araújo disse...

Mal feito não é não, pode até ter um roteiro no-sense(e ainda tem motivos pra isso, mas mal feito NUNCA será!
Frank 'n' Furter é diva \o/