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10 de outubro de 2010

O Fabuloso Destino De Amélie Poulain (2001)

Um filme de Jean-Pierre Jeunet com Audrey Tautou e Mathieu Kassovitz.

Um filme mais do que supervalorizado, mas que não se estraga fácil. O Fabuloso Destino De Amélie Poulain virou figurinha repetida entre os cinéfilos e é um daqueles filmes que merece todo o sucesso que tem. Embora tenha algumas falhas no meio e envolva situações simples que até parecem bobas vistas de certo modo, já que fala sobre como os pequenos gestos criam um "furacão" a partir de vários exemplos diários, é um filme delicioso proveniente do fabuloso cinema francês que merece ser aplaudido toda vez que é visto. E é com toda essa simplicidade e com o carisma e ingenuidade de Audrey Tautou que o filme é criado, além de toda a visão e a apresentação que Jean-Pierre Jeunet cria para os personagens fascinantes da trama.
Amélie Poulain (Audrey Tautou) é uma mulher com vários problemas. Quando pequena ela perdeu sua mãe graças a uma suicida e como ela só tinha contato com o pai quando ele analisava o coração dela, este batia incessavelmente, o que fez o pai acreditar que ela tinha algum problema cardíaco. Crescida, Amélie continua vivendo num mundo que ela criou para sua própria comodidade, até que acha uma caixinha enferrujada em seu banheiro com brinquedos antigos. Na sua busca incansável de achar o dono, ela toma uma decisão: dependendo da reação dele, ela ou continua vivendo sua vida infeliz ou começa a modificar a vida dos outros para melhor. Após ver toda a emoção do homem transbordando, ela começa a ajudar o próximo e a se esquecer de cuidar da própria vida, que está um caos.
O roteiro é fabuloso. Todo o detalhismo das personagens, todos os tiques e problemas e ainda todo o estofo e toda a explicação do porque dos atos e das reações são bem trabalhados. Sempre que Amélie fazia alguma alteração na vida alheia, eu morria de rir ao ver as consequências. E, por mais simples que seja a temática do filme, essa foi a segunda vez que vi a obra e percebi muitas coisas que tinha perdido à primeira vista. Mas o ponto alto do filme foi conseguirem transmitir uma ideia simples (que precisa ser reaprendida urgentemente) com uma narração interativa e engraçada, de forma que o espectador vê um pouco dele na tela através dos gestos inteligentíssimos de Amélie.
Audrey Tautou está fabulosa, é uma Amélie Poulain nata e com certeza foi a atuação que marcou sua carreira, seu carisma e sua doçura constituem seu personagem de forma que o filme fica mais interessante a cada segundo que passa. Mathieu Kassovitz vem logo depois de Tautou; não tem uma interpretação tão singela quanto ela mas consegue transmitir toda a ânsia de seu personagem. A trilha sonora, composta pelo grande Yann Tiersen, é intensificada a cada momento. Bela fotografia.
O Fabuloso Destino De Amélie Poulain é fácil de ser digerido, é doce e tem um roteiro simplíssimo, mas que foge de qualquer clichê existente. E é isso que o caracterizou como um dos melhores filmes da década passada, que o indicou a 5 Oscars, que começou o expansionismo de filmes independentes, que semeou uma ideia que precisava ser reciclada e que o fez ser tão supervalorizado merecidamente hoje em dia por todos que se encantam e se identificam com as esquisitices e o visual da meiga Amélie Poulain
NOTA: 10

2 comentários:

alan raspante. disse...

Ah, este filme é FABULOSO. Lembro até hoje da primeira vez que o vi: fiquei em extase. Foi com ele, que passei realmente a amar o cinema antes de tudo!

...
ps: seu blog já está (estava..) linkado em meu blog =)

Cristiano Contreiras disse...

Pequena expressão preciosa do cinema!