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17 de fevereiro de 2010

Onde Os Fracos Não Tem Vez (2007)

Um filme dos irmãos Coen com Javier Bardem e Tommy Lee Jones.

Até semana passada, se alguém me perguntasse quem era Javier Bardem, eu não saberia responder. Essa semana, Onde Os Fracos Não Tem Vez é o meu segundo filme dele, e devo dizer que por esses dois filmes, ele é um ótimo ator. A história de Onde Os Fracos Não Tem Vez é ótima, a fotografia não fica atrás, o fim é um dos melhores que eu já vi, mas os diálogos são o ponto principal pra mim nesse filme. Cada cena imprevisível com um diálogo bem previsível, o tipo de filme que eu gosto.
O filme fala de Llewwlyn Moss (Josh Brolin), um homem que ao caçar pelo deserto, se depara com os restos de um tiroteio em uma troca de drogas. Nesse tiroteio, ele acha uma mala contendo 2 milhões de dólares dentro. Sua ganância fala mais alto que a intuição e, embora sabendo que vai se meter em problemas com os caras que vierem procurar o dinheiro mais tarde, pega assim mesmo e vira um fugitivo. Enquanto isso, o assassino Anton Chigurh (Javier Bardem) procura o homem na caçada mais emocionante de sua vida, que ainda envolve a fuga da polícia, comandada pelo xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones).
Filme brilhante, nada que o envolva fica atrás disso. Bela fotografia, ótimo figurino. A atuação está impecável. Como estou numa fase de elogiar ele, tenho que dizer que Javier Bardem está perfeito nesse filme. Um dos melhores assassinos do cinema na minha opinião, tudo que ele fazia era brilhante, a explosão do carro está como uma cena histórica na minha mente. Tommy Lee Jones não fica atrás, o mágica do fim se concentra na frase dele, na verdade, as frases dele são as mais brilhantes de todo o filme.
Já falando dos diálogos, e como eu falei no último parágrafo, Tommy Lee Jones é o mestre dos diálogos de Onde Os Fracos Não Tem Vez. Embora o filme recheado com conversas entre psicopata e vítima e jogos de cara ou coroa que decidem a vida por Javier Bardem, Tommy Lee Jones fez meu dia sorrir quando ele fala com Woody Harrelson sobre o futuro do país. "Se você me falasse que 20 anos depois jovens andariam por aí com cabelos verdes e pregos no nariz, eu diria que você é louco", ele diz, "Quando eles param de te chamar de Sr. ou Sra. é o sinal do fim dos tempos".
Ótimo elenco, roteiro, edição, direção, fotografia, diálogos, atuação, história, figurino, ótimo filme, com toda a certeza merece as suas 4 estátuas brilhantes e carecas na sua coleção, principalmente a de melhor filme.
NOTA: 10

Um comentário:

sofia martínez disse...

Muito bom filme. Não há dúvida de que os irmãos Coen conseguiram uma adaptação muito fiel, mas com este filme, há um paradoxo na sua construção na relação entre forma e substância que provoca uma aparente parece fita muito simples para o seu enredo, que parece não diz nada e até mesmo a sua história é um pouco confuso, mas não por isso se torna uma obra-prima que gere a linguagem cinematográfica com perfeição. Além do elenco é de luxo, Tommy Lee Jones, Javier Bardem e Kelly Macdonald, que era digno de prêmio SAG por sua grande desepemeño neste filme.