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6 de setembro de 2010

Jogos Mortais 6 (2009)

Um filme de Kevin Greutert com Betsy Russell e Tobin Bell.

Os filmes de terror andam bem mais complicados atualmente que qualquer outra coisa. Sabe, se eu for ver o segundo Piratas Do Caribe eu posso entender a história sem ver o primeiro. A minha sorte no quesito Jogos Mortais é que eu já tinha uma experiência (eu, por enquanto, só vi os Jogos Mortais pares) por isso não fiquei com uma cara de espanto enquanto se passava a história de John Kramer. Tirando isso eu gosto de Jogos Mortais, sem qualquer preconceito com as continuações compulsivas que insistem em fazer para ver se algo retoma a fórmula do sucesso primogênito. E nunca conseguirão essa façanha novamente, é algo óbvio. Só olhar para A Bruxa de Blair, [REC], O Albergue e aposto que o próximo Atividade Paranormal também entra na lista. Eu até prefiro o primeiro Jason e o primeiro Sexta-Feira 13 às continuações. Jogos Mortais não foge desse padrão, pelo contrário, ele que o criou.
Após John Kramer (Tobin Bell) ter morrido, ele passa as tarefas à sua esposa Jill Tuck (Betsy Russell), cuja missão póstuma é fazer um novo jogo com 6 pessoas, entre elas William Easton (Peter Outerbridge), o dono de uma seguradora de vida que decide injustamente o direito de viver de seus clientes. Porém, outro dos aliados de Jigsaw, Mark Hoffman (Costas Mandylor), assume o controle dos jogos.
Sempre gostei dos roteiro dessa franquia porque havia sempre uma razão pra matar. Ninguém acordava e falava: "Porra, hoje estou a fim de matar alguém", você matava certa pessoa porque ela tinha matado, ludibriado, estuprado, roubado. E fico feliz que o sexto filme continua com essa ideia. E aí eu parto para outro ponto que NUNCA ocorre em filmes de terror: inovação. Só vi 3 Jogos Mortais até agora, mas todos tem esse ponto em especial. Com vários efeitos e sem economias de banhos de sangue. E no fim sempre há uma retrospectiva com uma surpresa fatal para o "protagonista". Isso, ao invés de tornar o filme mais interessante o torna um reflexo do primeiro, além de deixá-lo previsível.
A única atuação que eu acho digna de ressalva é a de Betsy Russell, que faz um estilo vadia-viúva-vingativa. 3 V's, agora que eu percebo. Eu cansei de toda essa interpretação de um psicopata moralista que Tobin Bell faz, pra mim isso se encaixa no Hannibal, não no Jigsaw, embora tenha até dado um empurrãozinho nos primeiros filmes. Costas Mandylor me lembra demais Arnold Schwarzenegger e conseguiu ser melhor que mediano durante sua atuação. Eu gosto da maquiagem de filmes de terror, esse não fica atrás, mas não consigo enxergar nada aproveitável na fotografia.
São histórias previsíveis, Jogos Mortais poderia parar de ser um terror e se transformar apenas na história de John Kramer, pois é só isso que falta. Não vi muita razão para ter esses assassinatos nos filmes que se seguem após a morte de Jigsaw. Como a franquia vai seguir com essas continuações desnecessárias, Jogos Mortais nunca vai voltar a ser um filme tão inteligente quanto um dia já foi. E enquanto isso ocorre nas gravações para o sétimo episódio desse clichê sem fim, a nota combina com a continuação.
NOTA: 6

2 comentários:

alan raspante. disse...

Sabe que me perdi em "Jogos Mortais" ?
Eu acho que vi apenas parte do primeiro e uma parte do segundo filme. Só.
Eu tenho que pegar e ver tudooo de uma vez só, hehehe
E "Jogos Mortais 7" que promete ser o último está chegando!

....

Felipe Conrado disse...

Acreditem, John Kramer tinha uma intenção positiva ao colocar as pessoas nos jogos mortais. Ele procurava pessoas que não davam valor à vida e as colocava de frente a frente com a morte para que se dessem conta do quão bom é viver. Mas nem sempre foi assim, primeiramente, com o intuito de ajudar as pessoas, construiu uma clínica de reabilitação. Depois, no entanto, percebeu que ajudar quem não quer se ajudar é impossível. Suas falas são tão interessantes que vale a pena a transcrição: “Tudo o queria era ajudá-los. Mas não podes. Eles é que se têm de ajudar.”

Se você for observador, notou que os jogos de John Kramer no primeiro filme não eram vingativos ou impossíveis de sobreviver. A partir do terceiro filme os jogos passaram a ser feitos pelos discípulos dele, que como sempre deturpam um pouco a idéia original do “mestre”.