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19 de agosto de 2010

Espíritos: A Morte Está Ao Seu Lado (2004)

Um filme de Banjong Pisanthanakun com Ananda Everingham e Natthaweeranuch Thongmee.

Não é segredo que o oriente produz os filmes de fantasmas mais comentados, com poucas exceções como O Chamado e afins. E Espíritos segue a linha de todo terror japonês, coreano e tailandês que se pode ter ideia. Nada que você não tenha visto em O Grito: fantasmas vingativos com uma maquiagem exageradamente boa. Mas esse tem algo bom, lógica. Não digo que espíritos andando por aí e saindo em fotografias polaroid façam parte da minha lógica. Mas aceitemos que eles realmente estejam entre nós, aí sim temos uma lógica. E  uma lógica que termina impecavelmente, que já é o motivo perfeito para se ver o filme. Assim como o único.
Tunn (Ananda Everingham) e sua namorada Jane (Natthaweeranuch Thongmee) estão saindo de uma festa quando atropelam uma jovem. Jane, querendo ver se a menina está viva, tenta sair do carro, mas Tunn não permite, fazendo eles voltarem para Bangkok. Ele, que é um fotógrafo, vai tirar fotos de uma formatura no dia seguinte mas na hora de revelar ele vê um misterioso vulto que surge em algumas fotos. Os dois começam a pesquisar sobre a moça que atropelaram e pensam que o espírito dela está os seguindo. Ao mesmo tempo, os amigos de Tunn vão se suicidando, um a um.
Nenhuma atuação que mereça uma ressalva. Everingham e Thongmee não me surpreenderam durante o filme, ainda mais porque tinha um espectro cheio de cicatrizes e com olhos sem pupila roubando a cena. Bela maquiagem e belo figurino. Se esse filme não tivesse uma boa fotografia, não mereceria nota. Gostei do roteiro. Adoro dois tipos de filme de terror: os filmes que, embora possam parecer improváveis, podem se tornar reais (como O Albergue, O Massacre Da Serra Elétrica ou Jogos Mortais); e os filmes que embora não tenham uma base real, conseguem criar uma lógica para os acontecimentos que estão por vir. E Espíritos faz parte disso. Boa parte do filme mexe com uma única crença que não é universal, e a partir dessa crença eles criam uma lógica. Eu não partilho da mesma fé dos que acreditam, mas eu tenho que admitir que adorei o fim do filme, me espantou muito mais do que um espírito andando de cabeça para baixo ou trilha sonoras cortadas na hora em que uma mão surge, aparentemente, do nada.
É bom para se dar uns sustos, já que a maioria da população mundial prefere hoje se assustar a sentir prazer - tanto que o aluguel de terror e suspense atualmente supera os filmes pornôs. E tem um fim inegavelmente bom. Do resto, não se salva muito, pode-se arquivar junto com outros terrores do oriente.
NOTA: 6

2 comentários:

@Raspante disse...

Não sei se teria coragem de ver este Espíritos, pelo simples fato de estar enjoado deste filme, os filmes de terror japoneses (e afins..), entraram em um marasmo muito grande, encheu!
...

Henrique disse...

Olha eu sou fã de filmes de terror japonês, tailandes e afins, admito que gosto da "tosqueira" por assim dizer.rs.
O Chamado original, os 3, são beeem toscos, o q prova o q os roteiristas hollywoodianos são capazes de fazer p melhorar uma historia. A versão americana do Chamado ficou mil vezes melhor! O q eu mais gosto do filmes "orientais" é q quase sempre não rolam finais felizes, isso da a impressão de realidade, afinal na vida nem sempre tudo acaba bem. Espiritos, na minha opinião junta bem um bom roteiro com a tosqueira original! Rs.