Um filme de Matthew Vaughn com James McAvoy, Michael Fassbender, Kevin Bacon e Nicholas Hoult.
Criar adaptações não é a tarefa mais fácil do mundo, pois os detalhes são muitos nos meios veiculados da história. A criação do último filme - mas ao mesmo tempo o primeiro capítulo - da saga X-Men vai contra muitos dos detalhes das adaptações das HQs e dos filmes anteriores. Mas funciona tão bem que o verdadeiro erro parece se encontrar nos primeiros filmes dos mutantes, enquanto a história original se concentra mais em X-Men: Primeira Classe. Mudando a história mundial com a influência dos heróis, colocando foco no drama pessoal de personagens esquecidos e mostrando, com mais atenção, a baalha entre mutantes para a aniquilação da raça humana, o filme se torna uma ótima surpresa desse ano.
X-Men: Primeira Classe é um relato do começo da liga dos mutantes. Erik Lensherr (Bill Milner) é um jovem judeu que vive num campo de concentração no meio da Segunda Guerra Mundial. A diferença entre ele e os outros é que ele consegue controlar qualquer objeto de metal. Sabendo disso, Sebastian Shaw (Kevin Bacon), decide usar os poderes do garoto para seus negócios. Nos Estados Unidos, o jovem Charles Xavier (Laurence Belcher) conhece Raven Darkholme (Morgan Lily) e ambos decidem procurar mais mutantes, já que o garoto pode ler mentes e a menina se transforma em outras pessoas. Os três crescem e, após tornarem-se aliados, Erik, Charles e Raven (Michael Fassbender, James McAvoy e Jennifer Lawrence, respectivamente crescidos) unem forças para tentar impedir uma ameaça de outra aliança.
Um grande acerto do filme é o tom de uma guerra iminente que beira cada cena. Além de cenas que mostram a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, ainda há um confronto entre protagonistas e antagonistas com poderes. A preparação dos personagens, a edição das cenas, o envolvimento da CIA e o preconceito com os mutantes são exemplos de uma reação em cadeia que resulta no grande embate final. Até os créditos finais, mostrando uma célula mutante como se estivesse sendo vista nos anos 50, é um acerto. A revolta entre seres-humanos com mutantes é um fator bem explorado: a crendice da normalidade, até então, estava prestes a mudar. Em outro filme da franquia, mais especificamente O Confronto Final, a luta entre as duas raças chega a seu ápice, com personagens conhecidos tendo que perder seus poderes em virtude de não aguentar a pressão social em cima deles apenas pelo problema de ser diferente. Mas aqui há um aprofundamento melhor no problema de ser diferente pela personagem de Jennifer Lawrence. Por possuir o corpo coberto de escamas azuis, ela se acha uma aberração, tendo que conviver com sua forma humana para não se olhar no espelho e se ver azul e feia, para os padrões humanos. Aos poucos, ela começa a conviver com sua aparência de uma forma com maior aceitação, vendo que seus poderes a fizeram bonita do modo que é. O preconceito entre os mutantes também fica claro na forma em que cada um lida ao encontrar um igual. Charles quase pula de felicidade ao ver que não é o único anormal ao encontrar Raven. Erik quase morre por uma reação incrédula ao ver Emma Frost e Azazel. Sebastian apenas ri ao constatar que o menino que domesticou possui poderes igual a ele.
James McAvoy, que sempre prova o quão bom ator é, está ótimo na obra. Porém, perde apenas para seu parceiro de cena, o forte e obstinado Michael Fassbender. Enquanto McAvoy cria uma atmosfera descontraída e familiar para contrução de seu personagem, Fassbender usa o ódio e a vingança como motores principais, se tornando um alvo muito mais interessante para motivação e ação. Por mais que a amizade ainda exista entre os dois, é aqui que percebe a principal batalha entre aqueles que viriam a ser Professor Xavier e Magneto: um pretende conviver com os humanos, outro pretende destruí-los. A aliança principal - que consegue lembrar a Primeira Guerra Mundial - contra a aliança dos vilões é só um subterfúgio para a obtenção do poder para o garoto traumatizado, disposto a tudo para vingar a morte da mãe. Mas para o menino que possuiu tudo, a luta é uma batalha para aceitação. Outro personagem que é bem caracterizado no longa-metragem é o de Nicholas Hoult, que enfrenta o mesmo problema de Raven por ter pés grandes. E isso, ele tenta consertar com sua inteligência e suas fórmulas. O preconceito não surge apenas dos humanos, já que os mutantes não estavam satisfeitos com sua forma. Foi o preconceito do Charles, enraizado em sua humanização, que fez Raven assumir sua forma humana por tantos anos de sua vida, e não se aceitar em parte alguma.
Se X-Men: Primeira Classe fosse o primeiro filme da franquia, ele funcionaria tranquilamente. Mas após assumirmos a antipatia entre Xavier e Magneto e a falta de afeto entre Mística e Xavier, é difícil desconstruir essa imagem pré-concebida para um a outra, antes da grande batalha começar. Mas tudo essas explicações são perdidas em meio à riqueza de detalhes do filme. A caracterização de cada ambiente e de cada personagem é mágica. Conseguimos observar as características vilanescas pelo olhar e pelos movimentos de bela January Jones, e Jason Flemyng não precisaria ser vemelho para o público perceber a maldade exalada por ele. Até Mística, que em outros filmes parece muito mais mortal por suas facetas, aqui se adapta com a inocência de Jennifer Lawrence, até na maquiagem azul que cobre seu corpo inteiro. A edição e a trilha sonora são outros diferenciais. Ver o treinamento dos personagens na mansão de Charles, observar as diferentes visões subjetivas entre russos e americanos numa batalha nuclear, encarar a cena final que varia entre um Kevin Bacon paralisado e um James McAvoy sofrendo, ambos na mesma posição mas em situações diferentes, o filme consegue prender, isso com toda certeza. Por falar nisso, Kevin Bacon é outro destaque no longa-metragem, se entregando em todas as suas decisões e fazendo um personagem detestável.
É difícil, após criar uma franquia, manter as continuações no mesmo nível de expectativa do primeiro. Um exemplo é a recentemente finalizada série Harry Potter, que teve seus altos e baixos nos filmes seguintes ao primeiro, mas anteriores ao sétimo. Outras mantém o mesmo sentimento em cada parte lançada nos cinema, como O Senhor dos Anéis, que combina ação e drama em todos os seus três capítulos. E há aqueles que conseguem criar tanto um filme esquecível e mediano antes de criar uma grande obra-prima e ressuscitar uma saga. O melhor exemplo disso, até então, era Batman: O Cavaleiro das Trevas, que ressuscitou as aventuras do homem-morcego para um outro nível. Mas X-Men: Primeira Classe faz uma tarefa parecida. Conta o começo dos mutantes, muda a história, coloca focos em personagens com alto desempenho e consegue ser o melhor filme da franquia. Até agora.
NOTA: 9
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22 de julho de 2011
31 de dezembro de 2010
A Vida É Bela (1997)
Um filme de Roberto Benigni com Roberto Benigni e Nicoletta Braschi.
Vários filmes trabalham de um aspecto histórico e cruel com a segunda guerra mundial, que é ótima pra tudo isso, trabalhando com a mancha na história do mundo que foi Hitler de modo irônico, denunciador ou crítico. Apenas no tempo de um piscar de olhos, nomes como O Pianista, Bastardos Inglórios ou A Lista de Schindler brilham na minha cabeça, utilizando em primeiro ou segundo plano, de um jeito significativo, a guerra. A Vida É Bela é um diferenciador de tudo isso porque a segunda guerra está lá, importante como sempre, atrapalhando a vida dos judeus e de quem os nazistas não considerassem dignos do mundo evoluído. Mas é uma história principalmente de amor. O pudor utilizado nas cenas torna o filme algo assistível para todos, mas que não perde seu peso na categoria em que foi feita.
Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) vai morar com seu tio e seu amigo na cidade grande, com o sonho de abrir uma livraria. Mas, chegando à cidade, ele se depara inúmeras vezes com Dora (Nicoletta Braschi), uma professora da escola local, por quem se apaixona perdidamente. Alguns anos depois de a história de amor dos dois se concretizarem, há a perseguição dos judeus na europa. A partir daí, Guido, Dora e o filho deles são levados e separados num campo de concentração. Desde então Guido, para proteger o filho do mundo e sua crueldade, faz o menino acreditar que ambos estão vivendo uma grande brincadeira.
Sei o sentimento de vários brasileiros frustrados ao acompanhar com tanta força o Oscar de 99 e torcer tanto para um filme nacional conquistar a tão desejada estatueta de ouro em alguma categoria. Justiça foi feita, quem ganhou o melhor filme estrangeiro não foi o emocionante Central do Brasil, mas sim o tão emocionante quanto A Vida É Bela. A película italiana tem um enfoque especial na relação familiar super protetora, que é mostrada lindamente no longa de Benigni. A segunda guerra serve para mostrar quão longe o ser humano pode ir pelo seu instinto a ponto de zombar com tudo e com todos, sofrer duplamente num dos piores lugares imagináveis, fingir mortes alheias sem derramar lágrimas apenas para manter viva as chagas de uma fantasia que pode se extinguir com qualquer movimento explícito, afinal um campo de concentração está imergido num mundo de violência e preconceito. A obra premiada traz valores já perdidos por meio de um amor onde os outros só veem cinzas e destruição.
Roberto Benigni se mostra um excelente ator - e diretor - no filme, no meio de seus momentos de criatividade ao criar inúmeras situações inesperadas para mostrar a graça de uma vida ingênua e nova na segunda guerra mundial. A obra nos pega de jeito em seu fim, pois além de fazer piadas do nível d'Os Trapalhões com seu protagonista, ele se mostra com um coração enorme ao esconder o mundo de uma alma, e de enfrentar o mundo por outra. A comoção do filme se dá pelo que Guido nos trouxe o filme inteiro, e não por apenas um momento triste que chega a seu ápice. Nicoletta Braschi, que é a esposa de Benigni também na vida real, tem uma força bonita no filme. É difícil ver algo além do brilhantismo do ator-diretor, que rouba a cena em todas as suas deixas, mas Nicoletta apresenta uma veracidade nos gestos sem igual.
A Vida É Bela é, parafraseando, belo. Me sinto diminuindo a verdade, belíssimo. O mágico do filme é mostrar, sem qualquer realidade, a brincadeira arquitetada por um pai para não deixar o filho preocupado, e para continuar provando para sua mulher, trancafiada há um muro de distância, o quanto o coração ainda bate por ela. É a importância de sentimentos que as pessoas já esqueceram nos dias de hoje. Como um fato histórico, A Vida É Bela é inútil, mas como um romance, não há melhor.
NOTA: 9
Vários filmes trabalham de um aspecto histórico e cruel com a segunda guerra mundial, que é ótima pra tudo isso, trabalhando com a mancha na história do mundo que foi Hitler de modo irônico, denunciador ou crítico. Apenas no tempo de um piscar de olhos, nomes como O Pianista, Bastardos Inglórios ou A Lista de Schindler brilham na minha cabeça, utilizando em primeiro ou segundo plano, de um jeito significativo, a guerra. A Vida É Bela é um diferenciador de tudo isso porque a segunda guerra está lá, importante como sempre, atrapalhando a vida dos judeus e de quem os nazistas não considerassem dignos do mundo evoluído. Mas é uma história principalmente de amor. O pudor utilizado nas cenas torna o filme algo assistível para todos, mas que não perde seu peso na categoria em que foi feita.
Na Itália dos anos 40, Guido (Roberto Benigni) vai morar com seu tio e seu amigo na cidade grande, com o sonho de abrir uma livraria. Mas, chegando à cidade, ele se depara inúmeras vezes com Dora (Nicoletta Braschi), uma professora da escola local, por quem se apaixona perdidamente. Alguns anos depois de a história de amor dos dois se concretizarem, há a perseguição dos judeus na europa. A partir daí, Guido, Dora e o filho deles são levados e separados num campo de concentração. Desde então Guido, para proteger o filho do mundo e sua crueldade, faz o menino acreditar que ambos estão vivendo uma grande brincadeira.
Sei o sentimento de vários brasileiros frustrados ao acompanhar com tanta força o Oscar de 99 e torcer tanto para um filme nacional conquistar a tão desejada estatueta de ouro em alguma categoria. Justiça foi feita, quem ganhou o melhor filme estrangeiro não foi o emocionante Central do Brasil, mas sim o tão emocionante quanto A Vida É Bela. A película italiana tem um enfoque especial na relação familiar super protetora, que é mostrada lindamente no longa de Benigni. A segunda guerra serve para mostrar quão longe o ser humano pode ir pelo seu instinto a ponto de zombar com tudo e com todos, sofrer duplamente num dos piores lugares imagináveis, fingir mortes alheias sem derramar lágrimas apenas para manter viva as chagas de uma fantasia que pode se extinguir com qualquer movimento explícito, afinal um campo de concentração está imergido num mundo de violência e preconceito. A obra premiada traz valores já perdidos por meio de um amor onde os outros só veem cinzas e destruição.
Roberto Benigni se mostra um excelente ator - e diretor - no filme, no meio de seus momentos de criatividade ao criar inúmeras situações inesperadas para mostrar a graça de uma vida ingênua e nova na segunda guerra mundial. A obra nos pega de jeito em seu fim, pois além de fazer piadas do nível d'Os Trapalhões com seu protagonista, ele se mostra com um coração enorme ao esconder o mundo de uma alma, e de enfrentar o mundo por outra. A comoção do filme se dá pelo que Guido nos trouxe o filme inteiro, e não por apenas um momento triste que chega a seu ápice. Nicoletta Braschi, que é a esposa de Benigni também na vida real, tem uma força bonita no filme. É difícil ver algo além do brilhantismo do ator-diretor, que rouba a cena em todas as suas deixas, mas Nicoletta apresenta uma veracidade nos gestos sem igual.
A Vida É Bela é, parafraseando, belo. Me sinto diminuindo a verdade, belíssimo. O mágico do filme é mostrar, sem qualquer realidade, a brincadeira arquitetada por um pai para não deixar o filho preocupado, e para continuar provando para sua mulher, trancafiada há um muro de distância, o quanto o coração ainda bate por ela. É a importância de sentimentos que as pessoas já esqueceram nos dias de hoje. Como um fato histórico, A Vida É Bela é inútil, mas como um romance, não há melhor.
NOTA: 9
11 de julho de 2010
O Pianista (2002)
Um filme de Roman Polanski com Adrien Brody e Thomas Kretschmann.
Um imenso, cruel, frio e verídico relato sobre a Alemanha nazista. E um clássico que merece estar nas listas de recomendações de qualquer locadora, aula de história ou filmes da década. Comparações não são muito boas, mas se necessário, preciso dizer que O Pianista é uma versão igual à Lista de Schindler, se formos comparar o retrato nazista que eles passam na época do auge da Segunda Guerra Mundial.
O Pianista conta a história verídica de Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody), um judeu que mantém sua família tocando piano. Porém, no dia em que a rádio polonesa foi destruída, ele começa a viver as dificuldade de ser um judeu no meio da Alemanha, de sofrer todo o preconceito e de não poder ter muito dinheiro graças à várias restrições. Ele acompanha e nos mostra com a sua visão o início da Segunda Guerra Mundial, a matança que ocorria nas mãos da Gestapo, a separação dos cristãos dos judeus em guetos, a ridicularização, até tudo seguir para o seu tão esperado fim.
A história não é linda. Muitos podem ter se emocionado com ela e com as lutas que Wladyslaw batalhou pela sua sobrevivência, e isso é realmente bonito, mas a história não é só isso. É uma atitude histórica que afetou e matou milhões, e embora nenhum dos meus antepassados tenha participado dessa chacina eu me envergonhei profundamente de ver a raça humana fazendo toda essa merda com eles mesmos. A filosofia ariana me enoja. E O Pianista cospe isso na cara, para que me enoje mais ainda. Ótimo.
A atuação de Adrien Brody está boa, ele sempre representa a felicidade em pessoa, apesar de estar em situações desumanas e morrendo de fome, ele continua com o aspecto otimista. Só vi ele mudando daquilo depois de tentar socorrer o garoto morto entre o muro do gueto. A fotografia é belíssima, o modo como ela mostrou o caos da guerra foi ótimo. E péssimo, ao mesmo tempo. O figurino e a trilha sonora, assim como a fotografia, fundamentais para o desenvolvimento do filme, e muito bem trabalhados.
Embora a maior nota que eu dê aqui seja aquelas esperadas 5 estrelas, esse filme merecia um 10. 5 estrelas por retratar o pior dos homens de um modo tão real que me emocionou e mais 5 por ter trabalhado com isso a história de um judeu felizardo, e ter conseguido virar uma referência.
NOTA: 10
13 de março de 2010
Guerra Ao Terror (2009)
O filme tem uma fotografia perfeita, ótimos figurinos, efeitos visuais super merecidos, grande mixagem de som, um bom roteiro, boa atuação, mas não merecia ganhar o oscar de melhor filme. Não mesmo. Foi incrível, realmente, agora Avatar merecia muito. Talvez até Bastardos Inglórios tenha sido melhor, acho que Guerra Ao Terror fica no mesmo patamar de Preciosa na minha opinião. Sério mesmo, um bom filme mas nada de incrível que tenha se destacado de outros filmes do gênero.
Ele fala da guerra do Iraque que ocorreu em 2004, onde um grupo de 3 soldados que enfrentam a guerra no esquadrão anti-bombas. O grupo, que tem apenas mais 36 dias para voltar aos Estados Unidos ficam se lembrando de suas vidas sem estar no exército ao mesmo tempo que tem de conviver com mortes, terrorismo e muitas bombas. A atuação foi realmente muito boa. Agora o que eu não entendo é porque todo filme de guerra tem que ter um babaca bonzão que faz tudo do seu jeito, que foi bem vivido por Jeremy Renner. Sempre assim. Tem atores que roubaram muito a cena. Jeremy Renner foi um deles, e ainda bem que roubaram. Quando Christian Camargo entrou em cena me fez lembrar totalmente que eu estava em casa deitado na cama, ainda bem que ele acabou explodindo. Eu não consigo imaginar nenhum soldado americano no meio de uma guerra perigosa e mortal falando com civis daquele modo amável. A fotografia foi excelente. Tem uns momentos que ficaram perfeitos que eu nem imaginei que aquelas imagens estavam passando no mesmo lugar onde eu vejo estática e imagens distorcidas o dia inteiro. O figurino também foi muito bom. Os efeitos sonoros também ajudaram em boa parte do filme, afinal um filme não existe se aquela música de suspense não estiver tocando no fundo, ficaria tenso. Se ele pode ganhar o Oscar de melhor filme, então acho que eu posso também dar a nota que esse filme mereceu. OK, foi bom? Foi. Conseguiu me prender 2 horas na frente da minha TV? Conseguiu. Agora o excesso de babaquice não me faz dar outra nota senão essa. E aqui vai o meu porque Guerra Ao Terror ganhou melhor filme: patriotismo. Acho que os americanos preferem ver alguns soldados do país deles ganharam do que perderem pra monstros azuis. E eu não imagino um filme de Tarantino ganhando melhor filme, então só sobrou esse. Acho que um americano vendo esse filme teria a mesma quantidade de orgasmos que um nazista vendo um documentário sobre Hitler.
NOTA: 6
13 de fevereiro de 2010
Bastardos Inglórios (2009)
Um filme de Quentin Tarantino com Brad Pitt e Eli Roth.
O segundo filme de Tarantino que eu vi, após Sin City. Mas já deu pra perceber como são todos os filmes dele. Se eu sair pra locadora aqui perto de casa e alugar Kill Bill, sinto que já sei como o filme é organizado. E, realmente, é um filme bem organizado, que conseguiu me prender na tela da TV por 2 horas e meia. E se um filme consegue ser bom na TV de sua casa, significa que o filme é realmente bom e merece mesmo o sucesso que faz.
O primeiro capítulo é normal, se você for comparar com os campos de concentração. Uma casa que se julga tradicionalmente alemã nazista e esconde judeus debaixo do chão, coisa fácil de se ver em livros como A Menina Que Roubava Livros ou O Diário de Anne Frank. O segundo capítulo é bem aquela carnifica que eu não esperava. Primeiro com a aparição de Brad Pitt no tipo que tem em todo filme assim: O bonzão experiente que faz a maior merda e dá certo. Sempre. Mas aí vem o choque, como tatuar a suástica em soldados com um facão, bater em generais com tacos de beisebol ou cortar o couro cabeludo de nazistas. OK, eles merecem, mas a vontade de vomitar gritou mais alto do que se eu estivesse assistindo O Massacre da Serra Elétrica. De aí em diante, Quentin Tarantino resolve queimar todos os livros de história do planeta e mostrar um fim de guerra bem mais excitante do que Hitler se suicidando.
O roteiro é brilhante, sem mais nem menos. A atuação deixa a desejar no coronel Aldo (Pitt), que banca o idiota durante todo o filme, mas chega a ser perfeita em outros papéis. Hans Landa (Christopher Waltz) fez um ótimo coronel nazista misturado com Sherlock Holmes. Bridget Von Hammersmark (Diane Krüger) fez uma excelente atriz sem nunca perder o glamour. Agora eu realmente fiquei encantado com a atuação de Mélanie Laurent, que fez o papel de Shosanna. A frieza dela perante a soldados alemães, o modo de pensar em explodir seu cinema por vingança, eu achei brilhante. O figurino ficou impecável, assim como a maquiagem. Os efeitos especiais também ficaram perfeitos, nunca fugindo do modo Tarantino de efeitos especiais. A cena do cinema queimando e de Hitler sendo metralhado são cenas que ficaram e aposto que ficarão na minha memória assim como Alex DeLarge cantando Singing In The Rain ou Zooey Deschanel gritando pênis no meio do parque como Summer.
O filme merece 10. Ah, se merece. As frases marcantes, as cenas marcantes, o sangue, os persongans, a estória é mágica. Mas aí vai um 9, não sei, acho que pela história não ser do tipo realista (quando eu falo realista, não me refiro a Hitler não se suicidar). Mas um bom relato de uma sociedade vingativa, de um lado ou de outro, sempre vingativa.
NOTA: 9
O segundo filme de Tarantino que eu vi, após Sin City. Mas já deu pra perceber como são todos os filmes dele. Se eu sair pra locadora aqui perto de casa e alugar Kill Bill, sinto que já sei como o filme é organizado. E, realmente, é um filme bem organizado, que conseguiu me prender na tela da TV por 2 horas e meia. E se um filme consegue ser bom na TV de sua casa, significa que o filme é realmente bom e merece mesmo o sucesso que faz.
O primeiro capítulo é normal, se você for comparar com os campos de concentração. Uma casa que se julga tradicionalmente alemã nazista e esconde judeus debaixo do chão, coisa fácil de se ver em livros como A Menina Que Roubava Livros ou O Diário de Anne Frank. O segundo capítulo é bem aquela carnifica que eu não esperava. Primeiro com a aparição de Brad Pitt no tipo que tem em todo filme assim: O bonzão experiente que faz a maior merda e dá certo. Sempre. Mas aí vem o choque, como tatuar a suástica em soldados com um facão, bater em generais com tacos de beisebol ou cortar o couro cabeludo de nazistas. OK, eles merecem, mas a vontade de vomitar gritou mais alto do que se eu estivesse assistindo O Massacre da Serra Elétrica. De aí em diante, Quentin Tarantino resolve queimar todos os livros de história do planeta e mostrar um fim de guerra bem mais excitante do que Hitler se suicidando.
O roteiro é brilhante, sem mais nem menos. A atuação deixa a desejar no coronel Aldo (Pitt), que banca o idiota durante todo o filme, mas chega a ser perfeita em outros papéis. Hans Landa (Christopher Waltz) fez um ótimo coronel nazista misturado com Sherlock Holmes. Bridget Von Hammersmark (Diane Krüger) fez uma excelente atriz sem nunca perder o glamour. Agora eu realmente fiquei encantado com a atuação de Mélanie Laurent, que fez o papel de Shosanna. A frieza dela perante a soldados alemães, o modo de pensar em explodir seu cinema por vingança, eu achei brilhante. O figurino ficou impecável, assim como a maquiagem. Os efeitos especiais também ficaram perfeitos, nunca fugindo do modo Tarantino de efeitos especiais. A cena do cinema queimando e de Hitler sendo metralhado são cenas que ficaram e aposto que ficarão na minha memória assim como Alex DeLarge cantando Singing In The Rain ou Zooey Deschanel gritando pênis no meio do parque como Summer.
O filme merece 10. Ah, se merece. As frases marcantes, as cenas marcantes, o sangue, os persongans, a estória é mágica. Mas aí vai um 9, não sei, acho que pela história não ser do tipo realista (quando eu falo realista, não me refiro a Hitler não se suicidar). Mas um bom relato de uma sociedade vingativa, de um lado ou de outro, sempre vingativa.
NOTA: 9
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